Plasma Rico em Plaquetas (PRP) guiado por ecografia
O poder de regeneração do seu próprio organismo, aplicado com precisão milimétrica no local exato da lesão — em Lisboa e Almada.
Dr. Miguel Reis e Silva
Director Médico do Sport Lisboa e Benfica
Director Clínico e Fundador das Clínicas Myalgia
O que é o PRP?
O Plasma Rico em Plaquetas é obtido a partir do seu próprio sangue. Após uma colheita simples, o sangue é processado por centrifugação para concentrar as plaquetas — células que transportam fatores de crescimento, os "mensageiros" que o organismo utiliza naturalmente para reparar tecidos e controlar a inflamação.
Esse concentrado é depois injetado, com controlo ecográfico em tempo real, diretamente no foco da lesão: um tendão, uma articulação ou um músculo. O objetivo é estimular e acelerar os processos de reparação do próprio corpo.
Por ser produzido a partir do seu sangue, o PRP não contém fármacos nem substâncias externas, o que o torna uma opção com um perfil de segurança muito favorável.
Em que situações está indicado?
O PRP pode ser considerado em:
Tendinopatias persistentes — tendão de Aquiles, tendão rotuliano ("joelho do saltador"), epicondilite ("cotovelo de tenista"), tendinopatias do ombro e da anca;
Artrose — em particular do joelho, como alternativa ou complemento ao ácido hialurónico;
Lesões musculares — sobretudo em contexto desportivo, para apoiar a recuperação;
Fasceíte plantar resistente ao tratamento conservador;
Outras lesões avaliadas caso a caso em consulta.
Na Clínica Myalgia®, o PRP nunca é um tratamento isolado: integra um plano que pode incluir fisioterapia, exercício terapêutico, análise do movimento ou palmilhas por medida — porque tratar a lesão sem corrigir a causa é convidar a recaída.
Porquê fazer PRP na Clínica Myalgia?
100% ecoguiado — a ecografia garante que o concentrado é colocado exatamente no foco da lesão, condição essencial para a eficácia do tratamento;
Experiência de alta competição — a nossa equipa médica utiliza o PRP no acompanhamento de atletas de elite e traz esse rigor a cada pessoa que tratamos;
Avaliação criteriosa — o PRP não é para tudo nem para todos; só o propomos quando a evidência e o seu caso concreto o justificam;
Abordagem integrada — médico e fisioterapeuta no mesmo espaço, com comunicação direta entre si;
Duas localizações — Lisboa (Carnide) e Almada.
Como decorre o procedimento?
Consulta médica de avaliação — história clínica, exame físico, ecografia diagnóstica e revisão dos exames que já tenha. Confirmamos se o PRP é a opção certa ou se outra abordagem (ácido hialurónico, hidrodilatação, fisioterapia isolada) fará mais sentido.
Colheita de sangue — uma colheita simples, semelhante a uma análise de rotina, realizada na clínica no dia do procedimento.
Preparação do concentrado — o sangue é centrifugado para separar e concentrar a fração de plasma rica em plaquetas. Todo o processo decorre em circuito fechado e estéril.
Injeção ecoguiada — com anestesia local quando indicada, o concentrado é injetado no local exato da lesão sob visualização ecográfica contínua. Todo o procedimento, da colheita à injeção, demora habitualmente 30 minutos.
Plano de recuperação — indicações específicas para os dias seguintes e integração com fisioterapia ou exercício progressivo, fundamentais para consolidar o resultado.
PRP, Ácido Hialurónico ou Arthrosamid®?
Cada opção tem o seu lugar. Em traços gerais: o PRP procura estimular a reparação dos tecidos e tem interesse particular nas tendinopatias e na artrose; o ácido hialurónico atua sobretudo na lubrificação e na inflamação articular; o Arthrosamid® é um hidrogel de administração única pensado para um efeito prolongado na artrose do joelho. Na consulta de avaliação explicamos as vantagens e limitações de cada um para o seu caso — e, quando indicado, a forma de os combinar.
Perguntas frequentes
O tratamento com PRP dói?
A colheita de sangue é idêntica a uma análise de rotina. A injeção é habitualmente bem tolerada, com anestesia local quando indicada. É comum um agravamento ligeiro do desconforto nas 48–72 horas seguintes — faz parte da resposta inflamatória que o tratamento pretende desencadear e resolve espontaneamente.
Quantas sessões são necessárias?
Depende da lesão e da resposta individual. Em muitas tendinopatias e na artrose utilizam-se protocolos de 1 a 3 administrações, com intervalos de 2 a 4 semanas. O plano é definido na consulta e ajustado à evolução.
Ao fim de quanto tempo sinto melhoria?
O PRP não é um analgésico de ação imediata: atua estimulando processos de reparação, pelo que a melhoria é gradual, habitualmente ao longo de semanas. Nas tendinopatias, a evolução pode prolongar-se por 2 a 3 meses.
Posso tomar anti-inflamatórios?
Não é recomendado. Os anti-inflamatórios (ibuprofeno, diclofenac e semelhantes) interferem com o mecanismo de ação do PRP e devem ser evitados nos dias antes e nas semanas seguintes ao tratamento. Na consulta indicamos as alternativas para controlo da dor e o intervalo exato a respeitar.
Quando posso voltar ao desporto?
Depende da lesão tratada. Em regra há um período curto de repouso relativo, seguido de retoma progressiva orientada — idealmente acompanhada em fisioterapia. Damos-lhe um plano concreto no final do procedimento.
O PRP é seguro? Tem contraindicações?
Por utilizar o seu próprio sangue, o risco de reação alérgica ou rejeição é praticamente inexistente, e o controlo ecográfico reduz o risco de lesão de estruturas adjacentes. Existem, ainda assim, situações que exigem avaliação prévia ou contraindicam o tratamento: infeção ativa, alterações da coagulação ou medicação anticoagulante, algumas doenças hematológicas e gravidez. Tudo isto é avaliado na consulta.
Qual é a diferença entre PRP ecoguiado e PRP sem ecografia?
A eficácia do PRP depende de o concentrado ser colocado exatamente no foco da lesão — que muitas vezes tem poucos milímetros. Com controlo ecográfico, o médico visualiza a agulha e o tecido-alvo em tempo real. Sem imagem, a colocação baseia-se apenas em referências externas, com maior probabilidade de falhar o alvo.